
A modelo de R$ 50 milhoes
parte 3
Quando Adriana teve de ir a Nova York, porém, Maria das Graças, que sustentava também os avós, ficou. Nessa época teve que reencontrar
o marido para que ele assinasse um documento que permitia à filha menor de idade viajar para o Exterior. Foi na porta de um cartório que Adriana viu o pai, cena que se repetiria poucas vezes. Ficou indiferente. Hoje, a modelo garante que não guarda ressentimentos. “Não tenho mágoa, não. Tudo nessa vida tem um motivo. Tinha de ser assim.”
Nos Estados Unidos, em poucos meses, a vida de Adriana deu uma guinada. Dispensou a professora particular e aprendeu inglês por conta própria, à base de horas e horas passadas em frente ao aparelho de tevê. Desobedeceu ordens e mudou-se da casa da dona da Ford Models para a da modelo brasileira Elizabeth di Paola. Devorava livros e acumulou conhecimento sobre moda. Paralelamente, seu status crescia na mesma proporção que o saldo da conta bancária.

Hoje, a América está dominada pela beleza brasileira de Adriana Lima. Dos oito contratos que mantém, dois se destacam: o recém-assinado com a Maybelline (uma das maiores companhias de cosméticos do mundo), pela qual embolsará cerca de R$ 15 milhões anuais, e o acordo com a VS – renovado neste ano, o acerto com a marca americana de lingerie inclui exclusividade internacional e renderá à modelo R$ 18 milhões a cada doze meses.
Dri e Vince em Roma.

Entre os estilistas de primeira linha, Adriana também alcançou o nível de superestrela. Já desfilou para Armani, Gucci, Valentino, Ralph Lauren, Chanel e Lacroix. Recentemente, apresentou sozinha a coleção outono-inverno 2004 de Versace, em um hotel em Paris – motivo pelo qual dispen-
sou a última SP Fashion Week. Foi também a musa inspiradora da última coleção do estilista argelino Azedine Alaya. O sócio-diretor da agência Elite no Brasil, José Augusto Novaes, explica a razão de tamanho sucesso:
“O diferencial de Adriana é o tempero baiano. Ela é apimentada”, arrisca. “Adriana sempre teve estilo pró-
prio, ainda que esteja na contramão. Ela é autêntica, transmite uma mensagem verdadeira.”
18/08/2003
Fonte: revista isto e gente























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