A modelo de R$ 50 milhoes - parte 2



A modelo de R$ 50 milhoes
parte 2

Além de um príncipe de verdade, a vida de princesa de Adriana Lima inclui um apartamento novo em Nova York, adquirido em fevereiro, no 33º andar de uma moderna construção. “Por fora, o apartamento é todo de vidro. O que eu mais gosto é da vista. Dá para ver Manhattan, a Estátua da Liberdade e uma pontinha do Central Park”, descreve, entusiasmada. Ela diz que não gosta de fazer planos para o futuro, mas vislumbra uma carreira de atriz para quando abandonar as passarelas – o que não tem prazo para fazer. “Não é o momento certo para começar a atuar”, despista Adriana, que participou de um curta-metragem da BMW no qual contracenou com o ator Mickey Rourke.



Quando desembarcou pela primeira vez em Nova York, então com 15 anos, Adriana não imaginava nem em seus mais secretos sonhos que aquela pouco amistosa metrópole seria sua base de lançamento para o mundo. O medo e o desconhecimento completo da língua inglesa afastavam qualquer possibilidade de interação da bela morena com a cosmopolita capital e seus habitantes. “O que eu mais reparava é que todo mundo tinha um carrão”, lembra. Adriana Lima, que se divertia com o jeito de os nova-iorquinos se vestirem. “Era verão e os homens usavam short cargo curto, tênis e aqueles óculos espelhados. Achei muito cafona”, conta a modelo, que foi para os Estados Unidos para participar da final do concurso Supermodels, em Miami, após vencer a seletiva nacional. Ficou em segundo lugar e recebeu convite para uma semana de trabalho em Nova York. “Não queria aceitar, mas minha mãe disse que poderia ser a oportunidade de minha vida. Fui pensando em ficar uma semana e voltar para o Brasil”, lembra. Mas as propostas de trabalho passaram a surgir de todos os lados e ela veio para casa apenas para buscar suas coisas. A top model já está em Nova York há quase sete anos.

Vogue Brasil, outuvro de 2000



A longo prazo, ela sonha em voltar a morar no Brasil. Pode ser na fazenda que ela acaba de adquirir a 96 quilômetros de Salvador. “Na verdade, quero escolher dois lugares, passar seis meses em cada um”, conta.

Elle EUA, setembro de 2003



A vida americana é bem diferente da realidade em que Adriana nasceu e cresceu na periferia de Salvador, no bairro de Castelo Branco. Aos seis meses de idade, foi abandonada pelo pai Nelson Torres, que, sem maiores explicações, deixou a casa onde morava com a filha e a esposa. A assistente social Maria das Graças Lima teve de arregaçar as mangas e ir à luta. “Não tive dificuldade. Nunca esperei, sempre corri atrás do que quis”, diz. Sozinha, ela criou Adriana e nunca deixou lhe faltar nada. O pai nunca deu um tostão ou um presente para Adriana. As dificuldades construíram uma amizade sólida que vai além da relação mãe e filha.

Glamour USA com David Boreanaz, agosto de 2000

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