

Entrevista com Eskimo
2ª parte
5) Como você define seu som? Você se sente melhor fazendo DJ set ou live act?
Prefiro fazer live, porque eu gosto de ver as pessoas dançando minhas próprias músicas num show. Se eu faço um set, eu toco músicas de outros artistas e eu não me sinto à vontade de tocar músicas feitas por outros artistas. Acho que tocar somente músicas de Eskimo num set não seria a mesma coisa, pois num live tenho mais energia e posso interagir com o dance floor quando estou apresentando meu live.
6) Como é a cena psychedelic na Inglaterra?
Está crescendo muito, e essa é uma das principais razões dos fãs brasileiros estarem vindo pra cá em grandes festas. No começo da cena trance na Inglaterra, as festas daqui eram as melhores da Europa, mas ao longo dos anos, outros países cresceram. Porém, agora a cena local está crescendo novamente, pois pessoas de diversos países estão vindo para cá e isto está ajudando a cena a ficar maior e mais profissional. Estou certo de que a Inglaterra será daqui a pouco um dos cinco melhores países para curtir festas trance.
7) O que você costuma ouvir nas horas vagas?
Escuto um pouco de trance music porque gosto e diz respeito ao meu trabalho, mas a maior parte do tempo escuto electro, Prodigy e Bassement Jaxx.
8) Conte-nos um pouco sobre o processo de produção de seu novo álbum "Balloonatic". Quais as participações e o que podemos esperar?
É o maior projeto da minha vida. São três CDs, dividido em três partes bem diferentes. O primeiro já foi lançado e mostra de onde vim, qual minha real origem musical. Portanto apresenta velhos estilos, como funk, rock e hip hop.
O segundo mostra para onde estou indo e onde quero que minha música chegue, foi mais trabalhoso de fazer, mas ficou completamente original.
O terceiro será "Eskimo versus os melhores artistas israelenses". Ainda não posso dizer quem está neste CD, mas será o melhor e maior.
s pessoas me diziam que era um risco fazer três CDs do mesmo artista, por isso demorei muito tempo para ter certeza de que as músicas de cada CD são bem diferentes. E acho que consegui.
9) O que você acha da cena psytrance no Brasil?
Amo o Brasil, não há nada igual este país no mundo inteiro. As maiores festas e o melhor clima. Os melhores lugares para tocar são Brasil, México e Israel.
10) Você acha que a cena trance ainda deve se expandir muito pelo mundo? Quais suas expectativas em relação ao futuro do movimento?
Atualmente, as músicas do trance são mais inovadoras, os artistas utilizam partes de músicas de outras vertentes em suas produções, e isso é ótimo, porque as pessoas que ouvem outros estilos acabam associando e começam a curtir o trance também. No fim você terá pessoas que escutam trance, rock, house, rap e outros estilos numa única pista de dança. Isso tudo é muito bom, e faz a cena crescer mais e mais. A única coisa que nós artistas temos que fazer é pensar sobre o que o público quer ouvir.
























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