Entrevista com Eskimo - 1ª parte






Entrevista com Eskimo
1ª Parte

DJ Junya, mais conhecido por seu codinome Eskimo, é um inglês de boa família, digamos assim... Filho de ninguém menos do que o Senhor John Phantasm, dono da gravadora Phantasm Records, o artista coleciona boas influências e vem ao Brasil para uma turnê que inclui a apresentação na GROOVE ATTACK - Rio de Janeiro, no dia 07 de abril de 2006...
Confira a entrevista com um dos mais badalados artistas da cena psytrance atualmente...



1) Pelo fato de você ser filho de um artista musical, não deve ter tido problemas no envolvimento com música (o que é muito comum quando uma pessoa define seu ofício artístico como profissão). Você teve alguns obstáculos? Quais foram eles?

Comecei a produzir com nove anos. Antes disso ouvia muito Prodigy e músicas que tocavam nas raves... Portanto, na minha vida inteira a música eletrônica esteve presente. Isso se tornou minha ocupação, e não há nada que irá me satisfazer mais do que tocar. Sempre quis me envolver com a indústria da dance music, e foi a melhor coisa que escolhi, tenho certeza.



2) Seu pai foi mesmo a maior influência?

Acho que sim, mas minhas influências musicais são completamente diferentes. Minha principal influência é Liam Howlet (Prodigy). Este cara mudou minha vida, desde que escutei seu som olhei para música de forma diferente. Depois deles, acho que Infected Mushroom me mostraram a idéia de que psychedelic é muito inteligente e profundo. Também sou fã de Aphex Twin e, claro, de GMS, qualquer música do GMS que for tocada nas pistas você verá que existe algo muito especial no som deles. Claro que meu pai me ajudou a entrar na cena, mas desde que comecei o meu projeto ESKIMO, acho que as coisas mudaram.



3) De onde vem o nome "Eskimo"?

Gosto de nomes que proporcionam boa imagem visual, Eskimo pode não ter sido o melhor nome que escolhi, mas acho que é um nome amigável, que o público se identifica e não soa estranho e nem tão chato, comum. E vamos ser sinceros: quem já teve problemas com esquimós na vida?



4) Quais as diferenças do som do Eskimo e do seu outro projeto Dynamo?

Eskimo é meu maior projeto. Dynamo surgiu como um extra meu e de Shay, do projeto Dynamic, para os fãs de Eskimo e Dynamic curtirem nós dois juntos. Este projeto é para mostrar o estilo de música quando o trance começou com a música onde eu e Dynamic chegamos. Já o Eskimo, é o meu próprio som, e quero mostrar a direção do futuro da dance music. Em toda música que produzo, procuro fazer algo nunca feito antes, o mais original possível.



5) Como você define seu som? Você se sente melhor fazendo DJ set ou live act?

Prefiro fazer live, porque eu gosto de ver as pessoas dançando minhas próprias músicas num show. Se eu faço um set, eu toco músicas de outros artistas e eu não me sinto à vontade de tocar músicas feitas por outros artistas. Acho que tocar somente músicas de Eskimo num set não seria a mesma coisa, pois num live tenho mais energia e posso interagir com o dance floor quando estou apresentando meu live.

Brittny Gastineau


0 Response to "Entrevista com Eskimo - 1ª parte"

Postar um comentário