Juras







JURAS

Jurei nunca mais falar de amor;
ele me faz viajar e sempre me leva ao ridículo.

E nas horas em que me encontro mais triste
e envolvido pelo braços da tristeza,
sou acalentado pela voz suave
da leveza do amar...
e me envolvo, e sonho
e morro mil vezes
para renascer mil e uma vezes
como a mais feliz das criaturas.

É nessa agonia de felicidade
que perco a noção do tempo, de mim,
da realidade
e sou ridicularizado pelas armadilhas traiçoeiras
que o ato de amar me impõem.

Por isso, nesse instante, juro nunca mais falar de amor
enquanto, ele devagarzinho
não bater em minha porta.